Áudios do delegado Braz Morroni, preso sob suspeita de integrar um esquema de desvio de drogas na Polícia Civil da Paraíba, mostram o investigado orientando um escrivão da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio, em João Pessoa, a registrar um boletim de ocorrência com dados falsos e em um dia diferente da apreensão de material entorpecente.
“Beleza, Quinze, é o seguinte, Mão Branca e o Bombado vão levar uma droga que eles apreenderam, certo? No sábado, sábado passado, né? Aí é só pra tu fazer o ofício de constatação de substância, certo? Aí da forma que vier, eu acho que são dois sacos grandes. E aí você só faz essa requisição. Bota o local, né? Que foi numa casa. Aí tu organiza com ele, viu? Eu vou botar a conta de luz que Mão Branca me mandou agora. Aí já pra tu ficar com os dados aí”, disse no áudio.
O relatório da Polícia Civil também aponta que a perícia no celular do delegado recuperou fotografias apagadas que apontam que ele estaria em um imóvel, ainda no dia 11 de outubro, data da apreensão, onde a droga estava armazenada.
A investigação aponta que Eduardo Jorge também estava no local. Ao todo, conforme a polícia, quatro pessoas estavam presentes. Essas imagens, segundo a Draco, mostram pacotes de drogas guardados em um quarto. Os arquivos extraídos do celular registram data, horário e geolocalização.





