Golpe do falso bilhete aéreo deixa comitiva paraibana sem viagem ao Rio e prejuízo de R$ 30 mil

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O sonho de acompanhar o clássico Flamengo x Fluminense no Maracanã e cumprir agenda na Feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, transformou-se em frustração para cerca de 20 pessoas nesta sexta-feira (9). O grupo foi surpreendido no Aeroporto Castro Pinto, na Região Metropolitana de João Pessoa, ao descobrir que seus nomes não constavam na lista de passageiros do voo da companhia Gol, programado para as 12h50.

A suspeita de fraude aponta para um prejuízo financeiro estimado em R$ 30 mil, dos quais aproximadamente R$ 26 mil correspondem apenas aos bilhetes aéreos falsificados. Além do transporte, parte dos viajantes também havia adquirido pacotes de hospedagem com o mesmo intermediador. Devido ao incidente, toda a programação da equipe — que incluía profissionais da Rádio Constelação FM — foi cancelada.

O histórico que gerou confiança

Segundo relatos das próprias vítimas, as passagens foram negociadas por meio de uma loja identificada como CVC Caicó, localizada no Rio Grande do Norte. O homem apontado como responsável direto pelas transações é Ricardo Neônio.

Diferente de fraudes comuns praticadas por desconhecidos na internet, o sucesso do golpe amparou-se em três pilares de credibilidade:

• Histórico positivo: O intermediador já havia prestado serviços anteriores para a Rádio Constelação FM e para pessoas do grupo, sem qualquer tipo de problema.

• Laços afetivos: Ricardo Neônio possuía vínculo familiar com uma das vítimas, o que reduziu drasticamente as desconfianças.

• Preço atrativo: Os bilhetes foram ofertados por valores significativamente inferiores aos praticados nos sites oficiais das companhias aéreas.

CVC Nacional nega registros

Ao constatarem a ausência dos nomes no balcão de check-in do aeroporto, integrantes da equipe buscaram explicações imediatas. Em depoimento, o repórter Zé Roberto informou que o grupo entrou em contato com a central da CVC Nacional.