O policiais militares suspeitos de envolvimento em chacina no Conde, que resultou na morte de cinco jovens, no Litoral Sul da Paraíba, recusaram o uso de tornozeleira eletrônica e seguem presos no 1° Batalhão da Polícia Militar. Conforme trouxe o ClickPB, a Justiça determinou a soltura dos suspeitos, na terça-feira (9), mediante ao cumprimento de medidas cautelares.
Em entrevista à TV Cabo Branco, o advogado Luiz Pereira, responsável pela defesa dos policiais, “o monitoramento eletrônico é que tem causado um desconforto para os policiais”. Os suspeitos decidiram então permanecer presos durante a investigação.
Em relação ao policial que está nos Estados Unidos, que teve a prisão temporária convertida para preventiva, a defesa pede revogação ou aplicação de cautelares.
A Justiça da Paraíba, em decisão, considerou os “riscos concretos de reiteração delitiva ou de interferência na instrução processual” para determinação das medidas cautelares.
Confira medidas cautelares:
Uso de tornozeleira eletrônica;
Afastamento imediato do serviço operacional (policiamento ostensivo ou tático);
Proibição de manter contato com familiares das vítimas, testemunhas e demais investigados;
Proibição de frequentar localidades próximas às residências das vítimas e seus familiares, complementando a medida de monitoração eletrônica;
Recolhimento domiciliar no período noturno, das 20h às 5h do dia seguinte, e nos dias de folga;
Comparecimento mensal em juízo;
Proibição de se ausentar da comarca de suas residências por mais de 10 dias sem autorização da justiça.

