O primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, perdeu o voto de confiança do Parlamento, em moção votada nesta terça-feira (11). Com a derrota, seu governo será dissolvido e novas eleições gerais antecipadas poderão ser convocadas — a terceira em pouco mais de três anos.
Os parlamentares votaram por 142 a 88, com zero abstenção, depois que a oposição questionou a integridade de Montenegro em relação aos negócios de uma empresa de consultoria que ele fundou e que agora é administrada por seus filhos.
Os principais partidos de oposição — o Partido Socialista, de centro-esquerda, e o Chega, de extrema direita — tiveram importante papel para o resultado.
Com a rejeição da moção de confiança, o governo de Montenegro assume um papel de interino, e o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, terá que decidir se convocará eleições antecipadas. Rebelo de Sousa, que realizará uma rodada de consultas com os partidos, já disse anteriormente que uma nova eleição poderia ser realizada em meados de maio.
