Mulher que teve 75% do corpo queimado é acolhida por desconhecida: ‘O que eu puder fazer, a gente faz juntas’
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A alta da paraibana Chayane Alves do Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, pouco mais de seis meses depois de um acidente doméstico que deixou 75% de seu corpo queimado, é acompanhada de uma história de solidariedade que chama a atenção de quem acompanha o caso. Natural de Patos, no Sertão da Paraíba, mas tendo que permanecer na capital paraibana por mais algum tempo por causa de trocas periódicas de curativos, ela acabou sendo acolhida por Ana Carolina dos Santos, uma mulher que ela conheceu na própria unidade hospitalar.

Tal como Chayane, Ana Carolina é uma mulher pobre. Mãe de três filhos, grávida, morando sozinha e vivendo com o auxílio do Programa Bolsa Família, ela acompanhava um filho internado na mesma ala de queimados em que estava Chayane. Com o passar do tempo, laços foram sendo criados.

Ana Carolina relembra como foi o convite, quando Chayane ainda estava internada: ”

Eu sei que você não me conhece, mas eu não sou gente ruim. Moro sozinha, tenho três filhas, estou gestante. Mas na hora e no momento, aonde eu estiver e você receber alta, você pode contar comigo, você pode ir para a minha casa. O que eu puder fazer, a gente faz juntas”, resgata.

Depois, ao ser questionada sobre o motivo de ter tomado aquela decisão, de ter acolhido uma pessoa que conhecera há pouco, ela foi enfática: “Eu vejo que, a gente quando tem um coração, está neste mundão dependendo dos outros. Então assim, eu não tenho muitas condições. Mas eu disse a ela… se eu tiver uma fuba para comer, a gente vai comer uma fuba juntas”.

 

 

 

G1

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