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O ex-juiz Sergio Moro, que  está sendo investigado pelo Tribunal de Contas da União por ter supostamente favorecido a Alvarez & Marsal, que posteriormente o contratou, ganhando mais de R$ 40 milhões de empresas quebradas pela Lava Jato, disse que irá apresentar seus ganhos ao Tribunal Superior Eleitoral, em entrevista aos jornalistas Lauriberto Pompeu e Felipe Frazão, do Estado de S. Paulo.

“Eu vou revelar meu salário, vou apresentar meu imposto de renda, declarar todos meus ganhos. Não mudei meu domicílio tributário do Brasil. Vou inclusive, no registro da futura candidatura, apresentar as declarações no TSE, em transparência ativa. Agora, não me curvo ao abuso. E esse processo no TCU é parte de uma fantasia, sobre algo que não existe. Na minha relação privada, nunca prestei serviços a nenhuma empresa envolvida na Operação Lava Jato. Meu contrato, aliás, proibia isso. Eu não enriqueci nem no setor público e tampouco no privado. Não tenho nada a esconder. Essas informações vão ser apresentadas às autoridades competentes”, afirmou, sem mencionar que trabalhou para uma empresa que se beneficiou com a quebra de empresas destruídas pela Lava Jato.

“O senhor não quer aproveitar essa entrevista então e dizer quanto era a remuneração ou a ordem dela?”, questionaram em seguida os repórteres. “Aí estamos entrando numa questão privada. Quanto você ganha como jornalista? São questões inapropriadas. Seria uma forma de eu ceder a esses reclamos equivocados do TCU. Posso lhe assegurar, tanto como juiz, como ministro ou dentro do setor privado, que meu trabalho sempre foi, além de lícito, em favor da integridade. No setor privado meu trabalho não era defender empresa, era dar consultoria para empresas adotarem políticas antissuborno, compliance, due diligence, investigação corporativa interna. Posso lhe assegurar: jamais prestei qualquer serviço a Odebrecht ou qualquer empresa relacionada à Lava Jato. A Alvarez & Marsal é uma consultoria internacional renomada. A relação (com a empreiteira) precede à minha ida e não tem nenhuma relação com defesa da Odebrecht em casos de corrupção. É administradora da recuperação judicial, está a serviço do juiz que a nomeou e dos credores da Odebrecht. Essa hipótese do TCU além de fantasiosa é absurda”, afirmou, voltando a sofismar.

 

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