Ruy Carneiro lamenta desorganização com testagem da Covid-19 em João Pessoa

Desde o início da semana, quem procura os pontos de testagem para Covid-19 em João Pessoa, tem dificuldades para conseguir fazer o exame. Filas e mais filas, poucas fichas e apenas dois pontos itinerantes para realizar o teste estão deixando muitos moradores da capital sem ter como saber de fato se estão com a doença. O problema, segundo o deputado federal Ruy Carneiro, é grande porque a testagem garante início imediato do tratamento, além da possibilidade prever a necessidade de isolamento, evitando a contaminação de mais pessoas.

“O que nós estamos presenciando são centenas de pessoas esperando horas e horas para fazer um teste, que é disponibilizado apenas em dois pontos itinerantes, quando se há mutirão, e no ponto fixo da cidade que já não comporta a demanda. Na última testagem, nesta terça-feira (18), em um ponto da avenida Ruy Carneiro, pessoas relataram uma espera de quase três horas. Essa estrutura tem que ser melhorada, organizada e a população atendida com eficiência. O teste é fundamental para prevenir o alastramento da doença”, explica Ruy Carneiro.

Quem procura pelo teste em farmácias também tem enfrentado problemas com a diferença de valores cobrados pelo exame. Por isso, Ruy Carneiro pede que a fiscalização seja mais eficiente.
“Essa diferença de preços chega a R$ 170 reais, é preciso agir. Não é possível deixar as pessoas serem exploradas dessa forma. Isso é abuso de preços e o Procon tem que fiscalizar e punir”, ressalta.

Especialistas apontam para o crescimento de casos da Covid-19 na Paraíba para pelo menos mil novos casos por dia, e o deputado federal Ruy Carneiro enfatiza que essa estatística é resultado também, da falta de fiscalização dos poderes públicos, em shows e eventos realizados em toda a Paraíba.

“Nós avisamos, pedimos intervenção dos poderes públicos, mas nada foi feito e a gente ainda continua assistindo cenas lamentáveis de pessoas aglomeradas em shows, em cabedelo e João Pessoa. O resultado não poderia ser diferente, quando temos governos omissos em relação a saúde das pessoas”, conclui.