Comerciante é vítima de sequestro e paga R$ 70 mil pela liberdade


Um comerciante foi vítima de sequestro relâmpago, em Campina Grande, nessa quinta-feira (27), e teve que pagar a quantia de R$ 70 mil para conseguir ter a liberdade de volta. De acordo com relatos do comerciante, que não terá o nome revelado para preservar sua integridade, os suspeitos passaram várias horas circulando com ele dentro do carro, até que o dinheiro fosse entregue e ele liberado.

Segundo a vítima, um casal chegou em seu comércio pela manhã e se identificou como sendo da polícia, o algemaram e, afirmando que um delegado estava no carro do lado de fora do prédio, o levaram. Já no veículo, os bandidos teriam colocado um capuz no comerciante e o agredido com coronhadas e socos no corpo e na cabeça.

Depois disso, a vítima alega ter ouvido a gravação do estacionamento de um shopping requerendo a retirada do ticket. Em seguida, os criminosos teriam ficado por cerca de 20 minutos conversando com outros suspeitos. Ele conta ter percebido que alguém orientava a dupla por celular.

O pedido de resgate
Após esse período, segundo o comerciante, o casal amarrou uma corda em seu pescoço e começou a torturá-lo pedindo um resgate de R$ 100 mil. Nesse intervalo, os suspeitos teriam colocado a vítima na mala do carro e seguido viagem, aparentemente por uma estrada que daria acesso a um sítio, onde ficaram parados por um tempo.

Apesar de dizer que estava encapuzado, a vítima relatou que os suspeitos o levaram em um veículo HB20 de cor branca para o Parque da Criança, onde o colocaram em outro veículo e tiraram seu capuz. Nesse momento, segundo o comerciante, foi dado aos suspeitos o contato do seu advogado com quem os criminosos negociaram o pagamento do resgate.

Já por volta das 18h, os suspeitos teriam levado a vítima até um bar da cidade, onde o advogado e a esposa do comerciante esperam para pagar o resgate no valor de R$ 70 mil. A mulher foi orientada a ir até uma parada de ônibus para entregar o dinheiro. Após o pagamento, o comerciante foi liberado. Ele alega que no local haviam câmeras e que irá pedir as imagens para tentar esclarecer quem são as pessoas que o mantiveram como refém.






Portal Correio

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