Governo marca reunião com Petrobras para discutir preço dos combustíveis


O governo marcou para esta terça-feira, 22, uma reunião com a Petrobras para discutir a alta no preço dos combustíveis. A escalada no valor do diesel motivou protestos de caminhoneiros nesta segunda, que afetaram dezenove estados e o Distrito Federal. O encontro vai acontecer pela manhã, no Ministério da Fazenda, e terá a presença do titular da pasta, Eduardo Guardia, do presidente da Petrobras, Pedro Parente, e do ministro de Minas e Energia, Moreira Franco.

As manifestações nas estradas do país também fizeram o presidente Michel Temer convocar alguns de seus ministros para uma reunião na noite desta segunda. Após o encontro, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, garantiu a jornalistas que o governo tratará do assunto “com responsabilidade”.

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que o presidente está preocupado com a alta constante dos combustíveis, com a Petrobras repassando os ganhos do mercado internacional de petróleo, que está oscilando perto dos maiores valores em mais de três anos. Nesta segunda, no dia da paralisação dos caminhoneiros, a estatal petroleira subiu mais uma vez o preço dos combustíveis — a 11ª vez em 17 dias. O reajuste foi de 0,91% para a gasolina e de 0,97% para o diesel.

“Temos uma política internacional de preços que a Petrobras acompanha diariamente, e isso tem dado aumentos, com o dólar subindo e o petróleo subindo. O que vamos tentar agora é ver se encontramos um ponto em que possa haver um pouco mais de controle desse processo para que os maiores interessados possam ter previsibilidade sobre o que vai acontecer”, disse Padilha.

Ele afirmou ainda que o governo tem trabalhado para dar uma resposta aos caminhoneiros.

“Temos que trabalhar com a realidade, mas temos que ter uma resposta. Possivelmente hoje não, porque teremos que conversar com a Petrobras, possivelmente amanhã”, acrescentou Padilha, ressaltando que Temer quer ver a questão resolvida da forma mais “palatável” para os cidadãos. O ministro, no entanto, não detalhou sobre o que será tratado com a Petrobras.





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