Ford pede que 2.900 motoristas parem de dirigir Ranger

A Ford Motor confirmou nesta quinta-feira uma segunda morte em uma camionete antiga causada por um inflador de airbag defeituoso produzido pela japonesa Takata. A montadora pediu a 2.900 donos dos veículos na América do Norte que parem de dirigir imediatamente até conseguirem peças de reposição.

A segunda maior montadora dos Estados Unidos disse que confirmou no final de dezembro que uma morte ocorrida em uma Ford Ranger 2006 em julho de 2017 no Estado americano da Virgínia foi causada por um inflador de airbag defeituoso produzido pela Takata. A empresa relatou anteriormente uma morte semelhante na Carolina do Sul, ocorrida em dezembro de 2015.

A Ford disse que ambas as mortes ocorreram com infladores instalados no mesmo dia em picapes Ranger 2006. Pelo menos 21 mortes em todo o mundo estão ligadas aos infladores da Takata. O dispositivo defeituoso pode lançar estilhaços metálicos dentro do veículos ao acionar o airbag. As peças defeituosas geraram o maior recall automotivo na história. As outras 19 mortes ocorreram em veículos da Honda Motor, a maioria nos EUA.

A Ford lançou um novo recall para automóveis que já haviam sido chamados de volta às fábricas em 2016. Das 391 mil unidades da Ranger produzidas entre 2004 e 2006, o novo recall anunciado nesta quinta-feira afeta 2.900 veículos. Estes incluem 2.700 nos Estados Unidos e quase 200 no Canadá. O novo recall permitirá a identificação dos 2.900 proprietários no grupo de maior risco.

A National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA) orientou os proprietários a prestarem atenção ao aviso da Ford. “É extremamente importante que todos os airbags de alto risco sejam rastreados e substituídos imediatamente”, disse a porta-voz da NHTSA, Karen Aldana.

A Ford pagará para rebocar os veículos até as concessionárias ou enviará equipes de reparo às casas dos proprietários e fornecerá consertos gratuitamrente.

A Takata disse em junho que faria o recall ou tinha expectativa de convocar cerca de 125 milhões de veículos em todo o mundo até 2019, incluindo mais de 60 milhões nos Estados Unidos. Cerca de 19 montadoras em todo o mundo foram afetadas pela falha.

O defeito levou a Takata a entrar em recuperação judicial em junho de 2017. No ano passado, a empresa foi condenada a pagar 1 bilhão de dólares em penalidades criminais relacionadas aos recalls.




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