Governo da PB prepara plano de segurança para os próximos 10 anos


O governador Ricardo Coutinho se reuniu, na manhã desta sexta-feira (6), no Palácio da Redenção, com representantes das Forças da Segurança da Paraíba para discutir a segunda etapa de trabalhos desenvolvidos na confecção de um planejamento estratégico das ações de Segurança Pública para os próximos dez anos. A primeira discussão foi realizada no mês de maio deste ano.
O objetivo do encontro foi avaliar os pontos estabelecidos nas discussões da primeira etapa e apresentar os avanços já conquistados do planejamento. O foco é traçar metas para a gestão em Segurança Pública, para que o enfrentamento da criminalidade seja realizado de forma eficaz a médio e longo prazo. Nesta segunda reunião, participaram secretários de outras pastas, como Educação, Planejamento e Desenvolvimento Humano, já que faz parte do modelo do planejamento estratégico envolver diversas áreas da gestão pública na organização e manutenção da Segurança Pública.
Para o governador Ricardo Coutinho, realizar ações como estas demonstram o comprometimento do Estado em avançar e buscar melhorias para a área da Segurança Pública, ressaltando a importância do empenho das forças de segurança nesse processo de crescimento e fortalecimento. “Estamos construindo uma visão de política de estado voltada para a Segurança Pública. Definir um planejamento estratégico em uma área tão importante como a Segurança é essencial. Precisamos estar todos alinhados em um mesmo propósito. Motivar profissionais, ocupar espaços e com organização vamos estar sempre preparados para resolver as dificuldades quando elas surgirem. Então, um encontro como esse de hoje nos estimula a realizar uma gestão na área de Segurança Pública cada vez mais forte e operante, com resultados concretos para a sociedade”, afirmou governador.
De acordo com o secretário da Segurança e Defesa Social, Cláudio Lima, é muito importante que a partir de agora os encontros para a definição do planejamento estratégico não fiquem restritos apenas às forças de Segurança Pública; outras pastas devem estar presentes e assim construir um projeto com mais solidez. “Nesta reunião estamos reavaliando as ações e desenvolvendo metas mais complexas, que passam pela redução de crimes contra a vida, contra o patrimônio, combate ao tráfico de drogas e ao porte de arma de fogo, e ainda pelo fortalecimento da transparência, Inteligência Policial, corregedoria forte, entre outros aspectos. Mas, mais do que isso, pensar em planejamento estratégico implica também pensar em educação, desenvolvimento humano, infraestrutura. Por isso, que hoje representantes destas áreas participaram conosco das discussões, para que de forma integrada possamos todos trabalhar para alcançar bons resultados na área de Segurança”, revelou.
Os detalhes do planejamento foram apresentados pelo consultor em gestão de organizações públicas e privadas, Manoel Ferreira da Silva. Além dele, gestores da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros detalharam um conjunto de pontos que são essenciais para a diminuição da criminalidade. Entre elas, está a valorização das boas práticas.  “Precisamos avançar em Segurança Pública. Devemos começar a pensar em prevenção de crimes, além de repressão. A presença do Manoel Ferreira é muito importante. Ele está nos acompanhando nesta construção. É engenheiro civil, com pós-graduação em recursos humanos e planejamento, organização, sistemas e métodos e também examinador da Fundação Nacional de Qualidade (FNQ), avaliando normas de padronização ISO”, destacou o secretário Cláudio Lima.
Entre as ações estruturantes já realizadas pela Sesds estão a compatibilização de áreas integradas de Segurança Pública, prevista na Lei Complementar 111/2012, que dividiu a responsabilidade territorial entre os gestores dos órgãos operativos da pasta, e o Sistema Estadual de Inteligência, criado pela Lei Estadual 10.338/2014.
Atualmente, a Secretaria está implementando seu novo sistema de rádio comunicação digital, que representa um investimento de R$ 33 milhões e será capaz de integrar as forças de segurança, por meio de 40 torres espalhadas pelo estado, garantindo comunicação de qualidade e criptografada.




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