Filme realizado na cidade de Duas Estradas fala sobre tradição das rezadeiras no interior da Paraíba


Enaltecer a figura das rezadeiras do interior paraibano é um dos objetivos do curta-metragem Da Luz que estreia próximo dia 21 de outubro, às 19:00, no Casarão Azul da cidade de Duas Estradas. O filme conta com uma equipe composta somente por mulheres e retrata personagem local que busca manter sua tradição aos 98 anos de idade.

Segundo Dayanne Borges, roteirista e diretora, a proposta é também provocar a reflexão diante das ideologias apresentadas no curta. Para ela, a importância de contar essa história é a ideia de “valorizar o entendimento e respeito pelas antigas culturas e tradições que vem se perdendo ao passar dos anos, provocar um resgate das rezadeiras e, principalmente, a reflexão sobre a fé que envolve esses rituais, que o telespectador pare e se pergunte: Isso realmente funciona?”.

Dona Da Luz intriga curiosos e fiéis com as “curas” milagrosas que teria feito até por celular. “O filme fala sobre a rotina dessa rezadeira que diz curar qualquer tipo de dor. Muito conhecida e respeitada na cidade por suas rezas, ela tenta manter a tradição que seu pai a deixou”, explica Dayanne.

O roteiro do curta-metragem foi produzido no JABRE 2016, laboratório para jovens roteiristas do qual Dayanne participou na cidade do Congo/PB. “Lá foi onde aprendi sobre organizar minhas ideias e como colocar no papel a ponto de produzir um roteiro. Com mais 15 jovens roteiristas paraibanos, passei 4 dias estudando cinema. Apresentamos nossos roteiros e votamos entre nós o mais interessante e que mais se desenvolveu durante o Jabre”, destaca Dayanne.

Ela relata também a satisfação de ter sido escolhida, ainda mais por não ser da área de comunicação. “Da Luz ficou em segundo lugar na seleção diante de grandes roteiros produzidos por jovens da área de comunicação, cinema, jornalismo etc, e eu como estudante na época de Educação Física fiquei bastante feliz por ter sido selecionada”.  

Da Luz tem na equipe além de Dayanne, Rebeca Linhares como assistente de direção, Ângela Regina na fotografia, Janaina Lacerda na técnica de som e Tarciane Gomes na edição. O filme contou ainda com os cineastas Virginia Gualberto e Torquato Joel, coordenadores do JABRE, na colaboração com assistência técnica na montagem. O filme foi filmado em dois dias de Maio e finalizou sua pós-produção agora em Outubro.


Para Dayanne,  a mulher vem ao longo dos anos quebrando paradigmas e ter uma equipe de mulheres é algo significativo tanto pro cinema paraibano quanto pra história que quer contar. "Eu como feminista lancei essa ideia, então montei minha equipe juntamente com Torquato Joel unicamente com mulheres pra incentivar mesmo as mulheres ao cinema".


Para mais informações sobre o filme confira o evento de lançamento ou fale diretamente com a diretora.