Wallber Virgolino bate o martelo: vai disputar vaga na Câmara dos Deputados


“Difícil não é matar um leão por dia, difícil é conviver com as cobras”, postou há um mês, nas redes sociais, o delegado da Polícia Civil, Wallber Virgolino. A frase foi dita pelo paraibano após entregar o cargo de secretário de Justiça e Cidadania do Rio Grande do Norte. Hoje, de volta à Paraíba, Virgolino faz planos para entrar na política. Ele é filiado ao PRB. Em conversa com o blog, se disse motivado para disputar uma das vagas para a Câmara dos Deputados. Já tem bandeira. Pretende lutar em favor da segurança pública e da educação. Tem projetos em mente que alega ter copiado de outros países, mas que está ciente de que dão certo.

“Vamos lutar pelo retorno do controle do Estado na segurança pública (tolerância zero), reestruturação do sistema de segurança pública (polícias, agentes Penitenciários, guardas municipais) com recursos oriundos do Governo Federal) e valorização dos Agentes de Segurança Pública, ao invés de se pagar a Força Nacional”, disse Virgolino, explicando ser melhor usar o dinheiro federal para reforçar as forças policiais nos estados. O delegado tem milhares de seguidores nas redes sociais. Os temas relacionados a ele, por isso, repercutem bastante.

Wallber Virgolino teve passagem conturbada nos governos de Ricardo Coutinho (PSB), na Paraíba, e Robinson Faria (PSD), no Rio Grande do Norte. Enfrentou problemas de relacionamento com colegas da área de segurança pública, quando ocupou a Administração Penitenciária, na Paraíba. A postura dura e voluntariosa também rendeu problemas no Estado vizinho. Ele bancou a instalação de bloqueadores de celular na Penitenciária de Alcaçuz. Com isso, descontentou os presos que comandam o tráfico no Rio Grande do Norte e viu a cidade em chamas, por conta dos ataques de criminosos aos ônibus de Natal. Dizem, nos bastidores, que a “paz” foi selada tendo como preço a saída dele do cargo.

Como não poderia deixar de ser, caso seja eleito, Virgolino pretende focar a sua atenção nas condições de trabalho dos policiais. Ele citou como exemplo disso a proposta de um projeto para que os recursos destinados à Força Nacional seja repassado para os estados. Ele explica que a diária paga pelo governo federal, atualmente, é de R$ 350. Já a paga pelo governo do Estado aos Policiais Militares é de R$ 50. O repasse do dinheiro federal para o Estado, portanto, faria com que o governo estadual tivesse dinheiro para comprar as folgas dos policiais e, com isso, botar mais policiais na rua.




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