Polícia apreende 500 pés de maconha em quartos de casa


Uma casa usada para cultivo de maconha foi descoberta pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (16) no bairro Monte Alegue, zona oeste de Ribeirão Preto (SP). O cuidado com que as plantas eram mantidas surpreendeu as autoridades, uma vez que os cômodos foram adaptados e climatizados para a produção da droga.

A polícia estima que cerca de 500 pés, entre mudas e plantas prontas para a colheita, eram mantidas no local. Para o promotor de Justiça Luiz Henrique Pacini, a situação é preocupante porque lugares acima de qualquer suspeita podem ser usados para cultivo da droga. “Você vê que não precisa mais de área aberta. Não dá nem para mensurar pela quantidade pronta para vender”, diz.

De acordo com a polícia, o imóvel foi alugado. Ninguém foi preso, mas o suspeito de ser o dono da droga foi identificado. A Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) vai auxiliar a investigação.

Quartos transformados em estufa
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) informou que o imóvel era investigado há 15 dias. “Viemos cumprir o mandado de apreensão nesta quinta e tivemos essa surpresa. Chamou a nossa atenção a tecnologia usada, percebemos que o suspeito é profissional”, afirma o delegado Alexandre Daur.

Todos os cômodos da casa foram transformados em estufas com ar-condicionado, ventilador, sistemas de umidificação e de irrigação. A organização dos suspeitos também chamou a atenção da polícia. Tabelas com cronograma de manejo e uso de fertilizantes foram encontradas coladas nas paredes e cada vaso continha etiquetas especificando número e data de produção.

Uma cama deixada na sala do imóvel servia como laboratório, onde as porções eram separadas e pesadas para comercialização. De acordo com o delegado, seis folhas de contabilidade contendo nomes de compradores, quantidade vendida e valores pagos e a receber foram apreendidas. A polícia também apreendeu balanças de precisão e instrumentos para a produção da droga.

A perícia esteve no local e a plantação será encaminhada ao Instituto de Criminalística. Segundo Daur, o investigado tem passagens pela polícia por roubo e o dono da casa não tinha conhecimento sobre a utilização do imóvel.





G1