MP condena promotora acusada de comprar votos em Mamanguape


Acusada de participar de um esquema de compra de votos nas eleições municipais de 2016 em Mamanguape, a Promotora de Justiça Ismânia Carvalho foi condenada ontem (9) a 100 dias de suspensão do exercício de suas funções. Ela é titular da Promotoria de Justiça Cível de Campina Grande.

A suspensão foi determinada pelo Conselho Superior do Ministério Público da Paraíba em reunião realizada no começo da noite dessa quinta-feira. A decisão baseou-se em apuração da Corregedoria-Geral do MPPB.

Filha de Maria Eunice Pessoa, prefeita eleita de Mamanguape pelo PSB, durante a campanha eleitoral do ano passado Ismânia foi gravada em conversas nas quais sua voz foi identificada como a da pessoa que oferece dinheiro e empregos a candidatos a vereador em troca de votos.
Após a denúncia, foi aberto ainda em outubro, no Ministério Público, um processo disciplinar a que ela respondeu. O procedimento foi conduzido pela sub-corregedora-geral Marilene de Lima Campos de Carvalho.

Marilene concluiu que Ismânia participou efetivamente das negociações com candidatos a vereador para obter apoio e votos para a sua mãe em troca de dinheiro e uma cota de empregos na Prefeitura para cada um dos envolvidos na trama.

O caso ainda está sendo apurado pela Justiça Eleitoral, porque a promotora teria cometido crime nos termos do artigo 299 do Código Eleitoral. Por esse dispositivo, Ismânia teria oferecido “dinheiro e vantagem ilícita para a obtenção de voto, conduta incompatível com o exercício do cargo”.



Rubens Nóbrega